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Modelos de planta baixa e memorial descritivo para averbação cartorial

27 de outubro de 2026 Engenharia em Ibitinga/SP: obras 4 min de leitura

Orientações claras sobre o conteúdo mínimo exigido em plantas e memoriais para averbação cartorial, com exemplos práticos aplicáveis a casas populares.

Modelos de planta baixa e memorial descritivo para averbação cartorial

Este texto explica os modelos de planta baixa e memorial descritivo para averbação cartorial, indicando o conteúdo mínimo e exemplos práticos para casas populares.

O que cartórios e registros costumam exigir para averbação

As exigências variam por cartório e por município, por isso é importante confirmar localmente. De modo geral, para a averbação de construção na matrícula do imóvel os documentos técnicos devem permitir identificar claramente a obra, sua autoria técnica e as áreas envolvidas.

Itens técnicos normalmente solicitados

  • Planta baixa carimbada e assinada pelo responsável técnico (engenheiro ou arquiteto), com indicação da escala e da direção norte.
  • Memorial descritivo que discrimine áreas, materiais principais e a finalidade da edificação.
  • ART ou RRT vinculada à obra, com número e responsável técnico registrado no CREA/CAU.
  • Cópia da matrícula do imóvel atualizada e identificação do proprietário.
  • Projeto aprovado pela prefeitura ou protocolo de aprovação, quando houver exigência municipal.

Observação: alguns cartórios podem pedir plantas do terreno com confrontações e o número da matrícula no desenho. Confirme exigências com o cartório e com a secretaria de obras do seu município.

Modelo de planta baixa para averbação cartorial

Uma planta baixa adequada para averbação deve ser técnica e objetiva. Ela serve para demonstrar a posição da edificação no terreno, suas dimensões e áreas internas.

Conteúdo mínimo recomendado na planta baixa

  • Identificação do projeto: título, endereço completo, número da matrícula (se disponível) e nome do proprietário.
  • Responsável técnico: nome, assinatura, carimbo e registro CREA/CAU; indicação da ART/RRT e número.
  • Escala gráfica e indicação da escala numérica (ex.: 1:100).
  • Norte: flecha indicando a direção do norte.
  • Planta do pavimento: configuração dos cômodos com dimensões lineares, espessuras de parede e indicação de vãos (portas e janelas).
  • Áreas: área construída por pavimento e área total construída, discriminada por cômodo quando exigido.
  • Localização no terreno: posição da edificação, recuos e confrontações, quando necessário para o cartório.
  • Legenda com símbolos usados e materiais principais, quando relevante.

Formato prático: para casas populares costuma-se usar escala 1:100 para planta do pavimento e um desenho de situação em escala menor (1:500 ou 1:200) mostrando a posição no lote, caso o cartório ou prefeitura peça.

Modelo de memorial descritivo para averbação cartorial

O memorial descritivo complementa a planta, descrevendo em texto o que a planta representa. Deve ser claro e assinado pelo responsável técnico.

Estrutura mínima sugerida do memorial

  • Cabeçalho: identificação do imóvel (endereço, matrícula), nome do proprietário e finalidade do documento (averbação).
  • Resumo da obra: tipo de edificação (ex.: casa térrea residencial), número de pavimentos e área total construída.
  • Discriminação de áreas: área do terreno (se conhecida), área por pavimento e área total construída, com unidade de medida clara.
  • Descrição construtiva resumida: fundação, estrutura, alvenaria, cobertura, revestimentos e esquema geral das instalações (elétrica e hidráulica) em termos resumidos.
  • Indicação de projetos complementares: se houver projeto estrutural, elétrico, hidráulico e sanitário, mencionar a existência e vincular aos responsáveis técnicos.
  • Responsável técnico: nome, assinatura, carimbo, registro CREA/CAU e número da ART/RRT, com data.

O memorial deve ser redigido em linguagem técnica acessível ao cartório, evitando descrições vagas. Quando houver uso de materiais ou sistemas especiais, descreva o suficiente para caracterizar a obra.

Um memorial descritivo claro e a assinatura do responsável técnico aceleram a averbação cartorial.

Exemplo aplicado a casas populares (modelo prático)

Para uma casa térrea popular, um conjunto mínimo de entregáveis para o cartório pode ser organizado assim.

  • Planta baixa em escala 1:100 mostrando sala, circulação, 2 quartos, cozinha, banheiro e área de serviço, com todas as dimensões principais.
  • Planta de situação do lote em escala 1:200 indicando recuos e confrontações, quando exigido.
  • Memorial descritivo resumindo área construída, materiais predominantes e instalações.
  • ART do responsável técnico, cópia da matrícula atualizada e identificação do proprietário.

Exemplo de trecho do memorial: "Imóvel residencial térreo com área construída de X m2, constituído por 2 quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Alvenaria de blocos cerâmicos, estrutura de viga e laje pré-moldada ou treliçada conforme projeto estrutural, cobertura em telhas cerâmicas, instalações hidráulicas de alimentação e esgoto conforme norma técnica vigente." Substitua trechos em itálico pelas informações reais do seu projeto.

Procedimento prático e documentos complementares para protocolo

Antes de levar a documentação ao cartório, organize e confira:

  • Cópia atualizada da matrícula do imóvel.
  • Plantas e memorial assinados e carimbados pelo responsável técnico, com ART/RRT vinculada.
  • Projeto aprovado pela Prefeitura, se houver exigência municipal.
  • Identificação dos proprietários e procuração quando aplicável.

Lembre-se de confirmar a lista final de documentos diretamente com o cartório onde a matrícula está registrada, pois exigências podem variar entre unidades e municípios.

Se preferir, conte com a Hirabahasi Engenharia para revisar sua planta e memorial antes do protocolo, orientar na vinculação da ART e indicar as adaptações necessárias para o cartório local. Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento técnico individual.

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